Os momentos de crise servem para peneirar os seus diamantes. E você se considera um diamante?

A CLT (consolidação das leis do trabalho) surgiu pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943, sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas, unificando toda legislação trabalhista existente no Brasil. A partir deste momento muitas coisas mudaram no mercado de trabalho, muitos aperfeiçoamentos e muitos retrocessos. Em meados da década de 50 o Brasil abre-se para industrialização, surgindo as primeiras multinacionais de veículos para “explorar” a nossa mão de obra. Considerada tão precária e despreparada pelos modelos internacionais, mas, farta e barata inicia-se os treinamentos de equipe, aos moldes americano, alemão e italiano, conforme a cultura da matriz que aqui se instalara.

Já nas décadas seguintes a industrialização teve uma abertura maior, as nossas leis trabalhistas consolidada, mas com grande período de crise econômica, trazendo com ela a falta de mão de obra especializada e capital intelectual. Não houve outra alternativa para as multinacionais a não ser investir pesado em treinamentos, iniciando pela alfabetização dentro das fábricas, cursos de capacitação de acordo com a necessidade da linha de produção. No entanto isso se tornou “obrigação” da empresas.  Isso mesmo em pleno século XXI, mais de 65 após a nossa industrialização, as pessoas ainda mantém a cultura de que a empresa é responsável pela sua formação profissional.

Em 2015 ainda ouve-se pessoas de vinte e poucos anos dizerem: – parei de fazer o curso porque a empresa entrou em crise e cortou a bolsa, ou cortou o convênio com a instituição.

Chegou a hora de mudarmos essa cultura, chegou a hora de pararmos de depender de ajuda para se profissionalizar. O interesse de investir em você como profissional é somente seu. Já está havendo uma movimentação no mercado de trabalho, onde o funil está ficando cada vez mais criterioso, devido a uma necessidade de qualificação, por necessidade da globalização, a dinâmica do mercado de trabalho e a necessidade de profissionais ágeis e interligados com os assuntos mundiais.

É exigido deste profissional formação completa, habilidade e atitudes de liderança, isso mesmo,  para qualquer cargo.  A responsabilidade por esses requisitos, não é mais das empresas e sim de cada profissional, ou seja, buscar aperfeiçoamento constante abre novas possibilidades, novas responsabilidades, novos caminhos.

Por: Arlete Brito, Diretora da Up Minds Treinamentos. Consultora de Marketing, Professional Coach e Practitioner PNL e Palestrante.

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